Tecnologia no agronegócio: veja como a inovação tem transformado o campo

tecnologia no agronegócio

Drones que monitoram as pragas na plantação, softwares que otimizam a gestão da propriedade, chips que facilitam o manejo do gado: esses são alguns exemplos de como a tecnologia no agronegócio tem impactado a agricultura e a pecuária brasileiras.

Além de tornar mais prática a rotina no campo e melhorar os resultados em relação à produtividade e à qualidade das atividades do agronegócio, a tecnologia também tem sido aliada para enfrentar um desafio para o Brasil e o mundo nos próximos anos: produzir mais com menos.

Estima-se que a população mundial deve chegar a quase 10 bilhões de pessoas em 2050 e, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), para alimentar todas elas será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% até o período. E o agronegócio brasileiro tem grande participação nessa questão.

Além de ser responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, o segmento tem relevância mundial e busca a primeira posição no ranking de produção e exportação de alimentos. Mas, para isso, é necessário buscar meios de aumentar a produtividade com menos mão de obra, insumos e terra. Prova disso são as previsões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicadas no relatório Projeções do Agronegócio – Brasil 2016/2017 a 2026/2027.

De acordo com o documento, a produção de grãos deve aumentar em 56 milhões de toneladas nos próximos dez anos, passando de 232 milhões em 2016/2017 para 288,2 milhões em 2026/2027. Porém, enquanto a previsão é aumentar a produção de grãos em 24,2%, a expectativa é de que a área plantada tenha um aumento menor, de 17,3%.

Dessa forma, a tecnologia no agronegócio pode contribuir para reduzir desperdícios, potencializar a qualidade e a produtividade na agricultura e pecuária de diversas formas e, ainda, otimizar a gestão das propriedades. Segundo o mesmo relatório, entre 1975 e 2015, a tecnologia foi o maior fator a estimular o crescimento da agricultura (58,4%), seguida do trabalho (15,4%) e da terra (15,1%).

Como a tecnologia no agronegócio tem impactado o campo

Um estudo publicado pelo McKinsey Global Institute mostra que a adoção da internet das coisas (IoT) ― tipo de tecnologia que se refere à conectividade de objetos do cotidiano à internet ― pelo agronegócio pode trazer um impacto significativo para a economia. Só no Brasil, o ganho econômico potencial com o uso da IoT pode ficar entre US$ 5,5 bilhões e US$ 21,1 bilhões em 2025, dependendo do grau de adoção dessa tecnologia.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicou um plano de ação para a adoção da internet das coisas no Brasil em diversas atividades, entre elas o agronegócio. Conforme o relatório, existem oito eixos em que a IoT pode ser relevante para o campo:

  • Monitoramento do clima;
  • Gestão de pragas;
  • Gestão do desempenho de máquinas;
  • Otimização das rotas de plantio;
  • Monitoramento da localização e comportamento animal;
  • Monitoramento da saúde animal;
  • Gestão da produção por analytics;
  • Monitoramento de estoques.

E a boa notícia é que a IoT e outras tecnologias já estão sendo utilizadas em relação a esses eixos. Para a gestão de pragas, por exemplo, armadilhas inteligentes são posicionadas em áreas estratégicas para captar imagens em alta definição sobre a presença de insetos. Esses registros são enviados para o produtor por meio da computação em nuvem, permitindo que o agricultor tome decisões rápidas e assertivas para controlar a infestação.

Outro exemplo é o monitoramento da localização e do comportamento animal, ação realizada por meio de um localizador, em forma de coleira ou chip, no corpo dos animais. Com isso, é possível saber a posição exata de cada cabeça de gado no pasto, além de ter um histórico sobre o seu comportamento, possibilitando a identificação de atividades anormais.

Os drones são outra tecnologia muito aplicada no agronegócio. Esse equipamento também pode ser usado no monitoramento dos animais, assim como na demarcação do plantio, na detecção de pragas, no acompanhamento da pastagem, entre outras ações que permitem identificar situações críticas e controlá-las antes de ter prejuízo.

Além disso, também é possível otimizar a gestão da propriedade com o suporte de softwares que trazem o histórico dos animais, dados sobre a produtividade dos funcionários, informações sobre o desempenho e manutenção das máquinas, entre outros aspectos que permitem um maior controle da produção e da qualidade no campo.

Esses são apenas alguns exemplos de como as novas soluções têm impactado a rotina no meio rural! Produzir mais com menos é o grande desafio para os próximos anos e, como vimos, o uso da tecnologia no agronegócio pode ser um aliado para superá-lo!

E então, gostou do artigo? Deixe a sua opinião ou conte as suas experiências sobre o tema nos comentários!

Compartilhe

Comentários

Questões comerciais ou técnicas relacionadas aos produtos Bel Agro serão respondidas diretamente pela nossa equipe. Demais questões serão tratadas pela própria comunidade usuária do blog.

Deixe seu comentário

Este campo é obrigatório

Este campo é obrigatório

O endereço de e-mail é inválido